terça-feira, 14 de abril de 2009

Xbox 360 The Dishwasher: Dead Samurai


Segundo a lenda, o jovem James Silva era um lavador de pratos fã de Bruce Lee que resolveu glorificar sua profissão ao criar um jogo que misturou sua atividade com samurais, robôs e mortos-vivos. Se isso é totalmente verdade, não dá para dizer, mas o fato é que Silva desenvolveu a idéia de "The Dishwasher: Dead Samurai" e ganhou um concurso "Dream-Build-Play 2007" da Microsoft, levando um prêmio de 10 mil dólares e a possibilidade de lançar o jogo no Xbox Live Marketplace.Desafio à moda antiga"The Dishwasher: Dead Samurai" não é muito diferente de vários jogos criados em Flash para navegadores. Desenvolvido com as ferramentas do XNA Game Studio da Microsoft, o game tem uma esquema simples e mostra o samurai zumbi (e ex-lavador de pratos) como protagonista de uma aventura 2D contra exércitos de robôs e criaturas sobrenaturais. A ação lembra bastante a de "Alien Hominid" - que não por acaso, migrou da web para o Xbox - mudando apenas o foco dos tiroteios para a pancadaria. Ainda que armas de fogo apareçam pelo caminho, o herói utiliza basicamente espadas, cutelos e serras para despachar os inimigos que aparecem aos quilos, com requintes de crueldade. Sangue e membros também voam pelos muros, objetos e outros personagens e alguns esguichos até mesmo rompem a quarta parede, manchando a própria câmera.O visual estilizado, com cores vibrantes, e o clima de história em quadrinhos conseguem empolgar a ação simplória que evoca tempos remotos da trajetória dos videogames, tornando-se ideal para os saudosistas da velha escola. Não há muito o que fazer, ao longo dos 14 estágios, a não ser pular e pressionar dois botões de ataque incessantemente até destroçar tudo o que aparece. É divertido por um tempo até que a falta de maiores surpresas deixa a matança bastante banal para a geração atual.Para tentar dar um gás maior ao projeto, Silva adicionou alguns modos extras que funcionam no esquema arena, para ver quem mata mais. É adequado dentro da filosofia do game, mas não chega a impressionar. Também não empolga a idéia de usar um controle-guitarra (como de "Guitar Hero") para dar suporte ao herói ao longo da campanha principal, em um festival de tiros e raios que, embora curiosa, não passa de perfumaria

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